Secretaria de Saúde descarta caso suspeito da varíola dos macacos em São Luís

Informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus) nesta quinta-feira (2), após suspeita viralizar nas redes sociais. Até o momento, o Brasil investiga dois casos da doença.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus) descartou, nesta quinta-feira (2), a presença de um caso suspeito da varíola dos macacos (Monkeypox) em São Luís. O anúncio foi feito após viralizar, nas redes sociais, que o município teria um caso suspeito da doença.

O caso foi avaliado e diagnosticado por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.

O caso suspeito, agora descartado, seria de uma criança de cinco anos que apresentou sintomas semelhantes aos da doença. A criança recebeu atendimento médico do Município de São Luís e permaneceu em isolamento domiciliar, até a conclusão das investigações.

Casos suspeitos no Brasil

O Brasil tem dois casos suspeitos de varíola dos macacos, segundo informou o Ministério da Saúde. Um caso suspeito está no Ceará e o outro, em Santa Catarina. Um terceiro caso, que pode ser suspeito, está sendo monitorado no Rio Grande do Sul.

Segundo a pasta, os pacientes “seguem isolados e em recuperação, sendo monitorados pelas equipes de vigilância em saúde. A investigação dos casos está em andamento e será feita coleta para análise laboratorial”.

Sintomas e transmissão

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

“Depois do período de incubação [tempo entre a infecção e o início dos sintomas], o indivíduo começa com uma manifestação inespecífica, com sintomas que observamos em outras viroses: febre, mal-estar, cansaço, perda de apetite, prostração”, explica Giliane Trindade, virologista e pesquisadora do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

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