Na última segunda-feira (25), o ministro Paulo Guedes (economia) disse em entrevista aos jornalistas para que ‘não se assustem caso alguém peça o AI-5 diante de “quebradeira” nas ruas’

Neste terça-feira (26), o presidente do STF afirmou que o AI-5 é incompatível com a democracia.

Após declarações feitas em Washington (EUA), Paulo Guedes voltou atrás e explicou que a democracia brasileira não admitiria um ato de repressão como o AI-5. A irritação do atual Ministro da Economia começou após os repórteres questionarem sobre as manifestações populares que ocorreram no Equador, Chile e Bolívia. Paulo Guedes também foi questionado sobre o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

“É irresponsável chamar alguém pra rua agora pra fazer quebradeira. Pra dizer que tem que tomar o poder. Se você acredita numa democracia, quem acredita numa democracia espera vencer e ser eleito. Não chama ninguém pra quebrar nada na rua. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo pra quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente?”, disse Guedes.

A referência ao AI-5 relembrou a recente fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), ao citar uma possível  “radicalização da esquerda”.

“Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual ao final dos anos 1960 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando se sequestravam, executavam-se grandes autoridades, cônsules, embaixadores, execução de policiais, de militares. Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5”, afirmou Eduardo.

Retorno

A declaração do Ministro da Economia, provocou reações adversas em seus companheiros. O presidente do STF, Dias Toffoli, disse que “o AI-5 é incompatível com a democracia. Não se constrói um futuro com experiências fracassadas do passado.”

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados , afirmou que “não dá mais para usar a palavra AI-5 como se fosse um bom dia, uma boa tarde, e aí cara, não dá”. O deputado deixou claro sua frustração e medo do comportamento extremo dos políticos.

“O que manifestação de rua tem a ver com AI-5? Se ela existir de forma democrática ordeira? O que ela tem a ver com fechamento do Congresso, fim do habeas corpus, fechamento das assembleias?”, disse.

As declarações de Maia foram feitas na mesa de abertura do Seminário, Política, Democracia e Justiça, realizada pela Câmara dos Deputados.

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