Maranhense explica como se reinventou como mulher através da arte e da dança

Kellen Lopes vive na pele o discurso de mulher empoderada e independente, acompanhe. 

 

Trocar a funcionalidade pública pela vida artística é algo fora de cogitação para muita gente, a maranhense Kellen Lopes, não está entre essas pessoas. Ela se formou em História pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), chegou cursar Letras na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), com 18 anos foi aprovada em um concurso público para agente de trânsito, mas hoje, com 34 anos, está com parte da agenda ocupada com compromissos artísticos.

 

Nascida no bairro Coroadinho, em São Luís, a maranhense conta que desde muito nova, teve uma ligação com a música.

“Fui criada por uma mãe solo, pela minha avó também, e apesar de todas as adversidades financeiras eu sempre participei de projetos sociais, artísticos, como o projeto de ballet com as meninas da comunidade do Coroadinho com a Dorilene Silva, que morreu vítima de violência”, conta.

Como toda mulher adulta, Kellen precisa conciliar trabalho, graduação e atividades pessoais como dança, maternidade e compromissos familiares.

 “Conciliar família, maternidade e trabalho faz você se questionar se consegue ser boa em tudo. A gente é ensinado a ver mulheres assim como ‘super-heroínas’, capazes de dar conta de tudo. Acho que isso é romantizar o esforço da mulher, isso afetou minha saúde mental. Precisei ir com calma, viver as minhas verdades, no meu tempo e tudo melhorou”, explicou Kellen sobre o amadurecimento como mulher.

Atualmente, a funcionária pública também trabalha como bailarina e empresária. Abriu o próprio estúdio de pole dance, que se popularizou como uma dança sensual, mas ganha cada vez mais o status de esporte. Já existem pelo menos 20 federações de Pole Esporte no país e desde 2015 um campeonato brasileiro que seleciona atletas para participar de competições mundiais.

“O Pole Dance tem uma vertente sensual muito forte, o que não é problema nenhum, porque também é uma expressão de empoderamento. A forma como você vê o Pole Dance fala muito mais sobre você do que sobre a modalidade”, diz Kellen.

No estúdio, Kellen ensina técnicas do esporte e, nas horas vagas, incentiva as alunas a se empoderarem das próprias vidas.

“Eu recebo todos os tipos de mulheres, com todo tipo de demanda, de todas as profissões. Quem pensa que vem aprender Pole Dance para aprender a dançar pra outra pessoa, acaba descobrindo que é um ponto de encontro consigo mesmo”, diz Kellen.

“Eu falo muito de empoderamento. Não só feminino como em geral. É um processo árduo, bem difícil, não podemos romantizar isso, mas quando você absorve isso para sua vida, você consegue lidar com os outros de uma maneira mais suave. Percebo que quando acontecem esses comentários, quando chega até mim as pessoas tem mais cuidado, sabem que eu sei do que estou falando. Esse é um processo que devo muito a minha mãe, minha graduação, minhas alunas, as minhas vivências”, conclui.

 

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