Inflação ultrapassa a média nacional em São Luís, diz IBGE

Produtos alimentícios e bebidas foram os itens de consumo com maior elevação de preços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a inflação acumulada atingiu 10,18% em São Luís em janeiro. A média ficou acima da prevista pelo Banco Central do Brasil (BC).

Segundo o levantamento, os produtos alimentícios e bebidas foram os itens de consumo com maior elevação de preços. A alta nos preços de produtos e bens de consumo leva muitas pessoas a realizar ajustes no orçamento.

De acordo com José Reinaldo Ribeiro, analista técnico do IBGE, subitens do grupo de alimentos, como tomates, cebolas e cenouras apresentaram o maior percentual de alta.

“O tomate apresentou uma variação de 14,01% em janeiro; café moído, 41%; cebola; 19,39% e o serviço de refeição, tipo de serviço muito utilizado nos centros urbanos de São Luís, teve um aumento de 2,64%. Dentre os 250 subitens, foi sexto subitem com maior impacto”, explicou o analista.

O levantamento também apontou um aumento de preços em setores como o de vestuário, com inflação nos produtos acima de 2%. Eletrodomésticos e móveis também apresentaram alta. No entanto, serviços de transporte e habitação registraram queda em janeiro deste ano, com a gasolina atingido o menor preço, no último mês.

O panorama da inflação em São Luís, nos últimos doze meses, demonstra superioridade à meta nacional estipulada pelo Banco Central, diz o analista do IBGE José Reinaldo Ribeiro.

“Observando os últimos meses, de fevereiro de 2021 a janeiro de 2022, São Luís tem uma inflação acumulada na ordem de 10,18% e o Brasil, de 10,38%. Todas as regiões de pesquisa estão bem acima, não só do centro da meta, como do teto da meta inflacionária trabalhada pelas autoridades do BC aqui no país”, finalizou.

Consumidores e comerciantes reclamam

Comerciantes também relatam que o aumento da inflação tem causado problemas nas vendas. Os números nas vendas vêm apresentando uma redução considerável, de acordo com o feirante José Ribamar Lima, que reclama da perda de clientes nos últimos meses.

“Tá tudo mais caro. Não baixou (o preço), fez foi aumentar. Piorou muito mais o nosso negócio., porque a gente vende menos e o cliente reclama mais”, disse José Ribamar Lima.

Para a funcionária pública, Goreth Sousa, tem sido comum a alteração na rotina de compras. Ela afirma que a quantidade de produtos consumidos vêm sendo ajustada conforme a oscilação dos preços.

“Diminuí a quantidade de compras e selecionar os produtos. Substituí os produtos que dava pra substituir, como tem que ser feito”, disse a funcionária pública.

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