Grupo de indígenas protegem Amazônia e se consideram ‘Guardiões da Floresta’ no Maranhão

Dentro da floresta Amazônica existe um grupo de vigilantes indígenas que se arrisca para proteger o que ainda resta das etnias Guajajara, Kaapor, Awa-Guajá, no Maranhão.

Os ‘Guardiões das Florestas’ procuram os madeireiros e outros invasores, e denunciam as autoridades. Na sexta-feira (01), houve um conflito armado, onde o aborígene Paulo Paulino Guajajara, também conhecido como “Lobo Mau”, acabou indo a óbito.

Laércio Guajajara, um dos sobreviventes do conflito, explicou o porquê dos ataques constantes:

“Eles querem matar todos que é pra ficar com nossa terra para produzir soja, cana, biocombustível que eles querem produzir. Querem tirar o petróleo que tem dentro das terras, ouro. Nós somos impedimento para eles”.

As transgressões ocorreram na terra indígena ‘Governador’, próximo à reserva indígena Arariboia, na região de Bom Jesus das Selvas, entre os povoados Lagoa Comprida e Jenipapo.

A polícia federal tem apurado todos os fatos.

Na última segunda-feira (04), indígenas protestaram em frente à Câmara Municipal, em Imperatriz (MA). Fabiana, líder do grupo guajajara, disse que o clima era de tensão nas aldeias.

“Hoje o clima é de tensão, de medo nas aldeias, e o que a gente clama é por justiça”.

Atuação

Os ‘Guardiões da Floresta’ atuam em várias regiões do Maranhão, principalmente na reserva indígena Arariboia, território de 413 mil hectares no sudoeste do estado. O guardiões vigiam as trilhas abertas pelos madeireiros  ilegais e os entregam às autoridades.

No dia 06 de setembro, o grupo entregou à Polícia Federal oito madeireiros que haviam montado tendas e estavam desmatando árvores dentro de Arariboia.

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