Funcionários do DSEI são detidos em aldeia indígena no Maranhão

Funcionários do Distrito Sanitário Indígena (DSEI) estão detidos desde essa terça-feira (26) por indígenas da Aldeia Tabocal, na Terra Indígena Rio Pindaré, que fica no município de Bom Jardim.

Três funcionários do Distrito Sanitário Indígena (DSEI-MA) estão detidos desde essa terça-feira (26) por indígenas da Aldeia Tabocal, na Terra Indígena Rio Pindaré, que fica no município de Bom Jardim, a 275 km de São Luís, desde essa terça-feira (26). Nativos de pelo menos duas aldeias reclamam falta de água na região há vários dias e exigem a solução do problema em troca da liberdade dos servidores.

Segundo o DSEI-MA, os funcionários, responsáveis pelo saneamento, foram acionados para atender ao pedido dos índios a fim de solucionar o problema do abastecimento. Ou seja, foram retirar a bomba de água para ser consertada. No entanto, os indígenas apreenderam o carro e detiveram os três servidores porque não querem a bomba antiga. Eles exigem uma nova bomba para reestabelecer o fornecimento de água no local.

Ao g1, a liderança indígena Bruno Guajajara diz que, além do problema no abastecimento de água, a falta de combustível nos carros que prestam atendimento nas comunidades e a escassez de remédios também tem gerado revolta entre os índios, que culpam o Distrito Sanitário Indígena pela situação.

“A situação se deu por conta de um certo descaso, desatenção por parte do DSEI Maranhão e nos últimos dias duas aldeias estão sofrendo por falta de água porque as bombas deram problema e isso revoltou os indígenas. Outras situações também revoltaram os indígenas como a falta de combustível para os veículos que prestam atendimento nas comunidades, medicamento também está em falta, o que causa revolta e gera essas situações”, revelou Bruno Guajajara.

O líder Bruno Guajajara conta que os índios aguardam um posicionamento por parte do DSEI a cerca de suas reivindicações e afirma que o órgão não tem se preocupado com as questões básicas dos indígenas. “A gente espera alguma resposta porque a situação não pode ficar do jeito que está com o coordenador do DSEI dizendo nas redes sociais, através de vídeos, que não está faltando combustível porque na verdade está. A gente já está sobrevivendo com os nossos próprios recursos. Então, essa situação está ficando cada vez mais difícil e a gente está sentido esta desatenção por parte do DSEI Maranhão e dessa nova coordenação”, finalizou.

Por meio de nota, a Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) informa que não procedem as informações sobre a detenção de servidores da Caema na Terra Indígena Pindaré e que somente o veículo do DISEI está na região. A Sedihpop informa ainda que está em diálogo com o DISEI-MA, a fim de melhorar os serviços prestados pelo órgão.

Veja a nota

“A Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) informa que não procedem as informações acerca da retenção de servidores da Caema na TI Pindaré. Houve, de fato, a tentativa de retenção dos servidores do DISEI-MA, órgão do Governo Federal, este responsável pelo abastecimento de águas nos territórios indígenas. Somente o veículo do DISEI-MA permanece retido na aldeia. A Sedihpop informa ainda que está em diálogo com o DISEI-MA, a fim de melhorar os serviços prestados pelo órgão, como, já citado, o abastecimento de água, a manutenção de bombas d’água e os serviços de saúde”.

DSEI

O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) é a unidade gestora descentralizada do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Trata-se de um modelo de organização de serviços – orientado para um espaço etno-cultural dinâmico, geográfico, populacional e administrativo bem delimitado – que contempla um conjunto de atividades técnicas que se fundamentam em medidas racionalizadas e qualificadas de atenção à saúde. Além disso, promove a reordenação da rede de saúde e das práticas sanitárias por meio de atividades administrativo-gerenciais necessárias à prestação da assistência, com base no Controle Social.

No Brasil, há 34 DSEI divididos estrategicamente por critérios territoriais, tendo como base a ocupação geográfica das comunidades indígenas, não obedecendo assim aos limites dos estados. Sua estrutura de atendimento conta com unidades básicas de saúde indígenas, polos base e as Casas de Apoio a Saúde Indígena (CASAI).

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