Entenda os possíveis impactos da nuvem de poeira “Godzilla” no Maranhão, meteorologista explica

Segundo Hallam Cerqueira, do núcleo de meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), o fenômeno é comum no planeta.

A nuvem de poeira “Godzilla” que viajou 10 km do deserto do Saara e chegou em parte da América do Norte e Central na última quarta-feira  (24), não deve provocar uma tempestade de areia  no Maranhão, caso chegue ao litoral. Segundo Hallam Cerqueira, do núcleo de meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), o fenômeno que é comum no planeta, não deve alcançar a superfície atmosférica do estado, mas pode alterar a coloração do céu do litoral maranhense.

Segundo ele,  esse é um sinal inequívoco de que uma nuvem de ar do Saara, uma massa de ar muito seco e com poeira do deserto africano se move em direção às Américas. Alguns especialistas chamam ela de “nuvem de poeira Godzilla”. Se trata de um fenômeno recorrente a cada ano, mas que parece ter se intensificado em 2020. Essa massa de ar seco e carregada de partículas de areia se forma sobre o deserto do Saara no final da primavera, no verão e no começo do outono no Hemisfério Norte, e geralmente se desloca em direção ao Oeste sobre o Oceano Atlântico a cada três ou cinco dias. Quando ocorre, costuma ser de curta duração, não superior a uma semana. Porém a presença de ventos suaves em certas épocas do ano a tornam mais propensa a cruzar o Atlântico e percorrer mais de dez mil quilômetros.

“Estão circulando imagens de tempestades, isso ocorre muito em regiões próximas de desertos e em cidades que estão próximas a desertos. Por isso, esse tipo de tempestade não acontece aqui. Então é uma fake news mostrar que esse tipo de tempestade de areia pode acontecer aqui na nossa região por conta do transporte de areia do deserto. O que a gente pode observar aqui é que a coloração do céu, que é o que basicamente pode afetar a nossa condição aqui na região”, explicou o meteorologista.

O meteorologista ainda afirmou que não há previsão para a chegada do fenômeno no estado. Hallam Cerqueira explicou, que apesar dos danos causados na qualidade do ar, a areia que vem do Saara também apresenta benefícios para a natureza e serve como fertilizante para a Floresta Amazônica.

“É importante a gente salientar que esse é um fenômeno bastante comum de acontecer e inclusive, a areia que vem do deserto é um bom fertilizante para a floresta Amazônica e há muitos anos acontece. Só que há anos que esse transporte ele vai ficando mais intenso e muito por conta do verão naquela região da Europa e da África, que esse ano o verão está muito intenso”, disse Hallam.

Por Luciana Ramalho

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