92 conflitos de terra já foram registrados no Maranhão em 2022

Casos de violência no campo têm sido cada vez mais recorrentes em diversas regiões do estado.

A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão (FETAEMA) indicou, a partir de um levantamento de dados, o crescimento de conflitos agrários em todo o Maranhão. No primeiro trimestre de 2022, cerca de 92 ocorrências ocasionadas por disputas de terra foram registradas no estado.

De acordo com informações da FETAEMA, os casos de violência no campo são reforçados pelo avanço da fronteira agrícola da soja, além da atividade de mineradoras sobre a porção amazônica do estado. Em um relatório divulgado em 2020, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Maranhão liderava o ranking de conflitos agrários em todo o país, com 173 ocorrências.

Na última semana, uma família de pequenos agricultores, do povoado de ‘Serra Grande’, no município de Barra do Corda, localizado, a 462 km de São Luís, foram vítimas de violência, com danos à residência em que moravam, além de ameaças à integridade física, realizadas por posseiros. O agricultor João Batista de Araújo, vítima da ocorrência, explicou que perdeu tudo após as ações criminosas que sofreu.

“Chegaram dizendo que era pra me levar […] me arrastaram de casa pra fora e mandaram o povo pegar as coisas e jogar em riba do caminhão”, disse o agricultor.

O advogado Diogo Cabral, que atua junto à FETAEMA, informou que os suspeitos de ameaçarem e atearem fogo na casa da família de agricultores serão indiciados pelos crimes de tentativa de homicídio, crime de dano e ameaça. Segundo ele, a ocorrência se soma à crescente ação de milícias rurais, que elevam os índices de crimes no campo em diversas regiões do estado. Em 2021, foram registrados 215 conflitos de terra, em 51 municípios maranhenses, com oito assassinatos.

“As situações que estão acontecendo, hoje, no Maranhão, elas decorrem disso. Há uma supervalorização das terras, no estado do Maranhão, e por isso que há expulsões, inclusive, em assentamentos. Essa área (do incêndio na residência dos trabalhadores rurais) é um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)’’, finalizou.

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